MONITORAMENTO

21/09/2018

Realizado desde 2010, o monitoramento ambiental é uma das principais atividades da Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (RPCSA)/IHP. Seu objetivo é acompanhar e avaliar os processos ecológicos que regulam o modo de vida da fauna que habita as áreas protegidas da RPCSA. Tais processos estão, naturalmente, relacionados à sazonalidade climática, oferta de condições e recursos, à qualidade da água e a fatores de influência antrópica.

 

Mesmo após a criação da Rede de Proteção e Conservação do Amolar (RPCSA), que incorporou áreas conservadas ao entorno do PARNA Pantanal, a biodiversidade da região está fragilizada pela atividade antrópica desordenada e pelo avanço do agronegócio. As ações de monitoramento da biodiversidade, que constam nos Planos de Manejo do PARNA Pantanal e RPPNs que compõe a RPCSA, não estão sendo

realizadas, apesar de serem um importante ativo para subsidiar iniciativas de fortalecimento e conservação do Pantanal. Portanto, este projeto tem como objetivo monitorar a biodiversidade da Serra do Amolar, para identificar processos e ações antrópicas que possam afetar a conservação das áreas.

 

O monitoramento registra a ocorrência das espécies, determina hotspots de diversidade, indetifica áreas sujeitas as alterações antrópicas e sazonalidade de processos ecológicos como evidências quantitativas e qualitativas, nas áreas do PARNA Pantanal e RPCSA (RPPN Dorochê, Rumo ao Oeste, Acurizal, Penha e Eng. Eliezer Batista, além de áreas não legalmente declaradas como ucs). Ao longo de quatro dias são coletados dados sobre: variedades de espécies da fauna (aves, mamíferos e répteis) e quantidade e tipos de embarcação no rio Paraguai e alguns de seus afluentes.

 

Além da caracterização física e biológica de elementos da biodiversidade, o monitoramento observa aspectos socioambientais com o acompanhamento das comunidades ribeirinhas da área do entorno do Parque Nacional do Pantanal. Dessa forma, o IHP e a RPCSA buscam contribuir na melhoria da qualidade de vida dessas comunidades e de sua relação com o ambiente onde vivem.

 

Instituto Homem Pantaneiro © 2015.